quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

UM POEMA DE ADRIANA ZAPPAROLI

no corpo que move
as raízes caule-fitas
em creme são letícias,
e verbenas, suas luzes de couro, seus ínfimos pensamentos,
os arrotos do rodo do saco de lixo,

verde. ver-te raízes que nunca se fixam,
em rotinas, de olhos plásticos que mais parecem mudos.
muros de sufoco, por onde se percebe, afásico,
o último respiro no tatear da retina.

naquele lugar ralo, por onde abutres passam por cima,
por cima dos tijolos... desse maldito leão dourado que distancia...
doravante, um nocaute relâmpago.

... em veteranos
que adolescem


[ Este poema foi transcrito da revista Eutomia , Edição 8, Ano IV, Dez/ 2011 ]

Adriana Zapparoli é escritora, poeta e tradutora. Seus trabalhos foram editados em revistas impressas e eletrônicas de veiculação nacional e internacional. Em 2007 publicou “A Flor da Abissínia” - edição bilíngue. “Cocatriz” (2008). “Violeta de Sofia” (2009). “Tílias e Tulipas” - edição bilíngue (2010). Em 2011 publicou “O Leão de Neméia". Todas as obras foram editadas pela Lumme Editor, Bauru, SP. (A.Z.)







Hans Bellmer